domingo, 31 de março de 2013

Mensagem de solidariedade pelo monumento a Da Costa e Silva


Estimado poeta Elmar Cavalho:

Estou com você nessa luta em prol da construção de um Monumento à Memória de Da Costa e Silva. A questão de os restos mortais serem trasladados para Amarante - desejo expresso na arte mais sincera de um soneto famoso - é secundária dada à não aceitação dos familiares do poeta.

O que permanece é o sentimento de amor que temos ao poeta e à sua obra imorredoura nos corações de todos os amarantinos e piauienses que se orgulharão pelo tempo afora de terem o privilégio de ser Da Costa e Silva um amarantino. Isso basta, como basta ainda a construção de um Memorial para o poeta. Só o tempo dirá se os restos mortais virão finalmente atender aos anseios do vate da "Saudade".
Ficarei torcendo pela concretização de sua luta , da luta do Virgílio Queiroz e de todos os piuienses que têm pela sua cultura um especial carinho.

Ainda estou com você pela adoção efetiva de autores piauienses nas escolas públicas e mesmo nas universidades locais, sejam oficias, sejam particulares. A Lei estadual neste sentido tem que ser cumprida e feita a sua fiscalização nas grades curriculares do ensino público ou privado do Piauí.

É uma tremenda contradição adotarem-se livros de autores considerados "nacionais" e relegarem os escritores da terra a segundo plano. É inconcebível e injusto.
A literatura piauiense tem muitos autores de valor, dignos de serem pesquisados pelos estudantes e professores piauienses. Os piauienses desconhecem seus próprios artistas e criadores no domínio literário, o que é deplorável. Não podemos ficar só nos exemplos de Assis Brasil, Torquato Neto, Mário Faustino, Esdras do Nascimento e poucos outros que têm mais visibilidade.

Eu fiz a minha parte quando escolhi para tema de dissertação do meu Mestrado a figura do poeta Da Costa e Silva. Consegui fazer muita gente fora do Piauí, professores, colegas de Mestrado e outras pessoas a convergirem seu olhar para o grande bardo da minha terra. Cumpri um dever para com uma parte significativa do valioso espólio da literatura piauiense, que tem tantos poetas, ficcionistas, contistas, ensaístas, cronistas, críticos e historiadores. É preciso despertar a atenção do piauiense, através de seminários, simpósios e outros meios de encontros culturais para debaterem-se os valores da terra mafrense. Só assim a literatura piauiense se vai fundir, em condições de igualdade, com a chamada literatura "nacional".
Um forte abraço do
Cunha e Silva Filho 

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