terça-feira, 4 de maio de 2010

DIÁRIO INCONTÍNUO

Elmar Carvalho

Manuel Domingos Neto e Cineas Santos, através das lentes de Luíza Meireles
A "caçadora de imagens" Luíza flagra Elmar e Socorro Meireles na fila de autógrafos

4 de maio

LUÍZA, UMA CAÇADORA DE IMAGENS

Por e-mail, recebi da Luíza Meireles, amiga dos tempos parnaibanos, várias fotos do lançamento do livro “O que os netos dos vaqueiros me contaram – o domínio oligárquico no Vale do Parnaíba”, de Manuel Domingos Neto, a que já me referi, na nota anterior. Ela, mercê de seu esforço e através de concurso público, é auditora-fiscal da Receita Federal. Cultiva o hobby da fotografia, assim como seu irmão Meireles, chamado pelo Reginaldo Costa de “santo”, exatamente pela sua quase beatitude e mansidão. Na fila dos autógrafos, fiquei imediatamente atrás de sua irmã Socorro, que ocupa uma das diretorias da Secretaria Estadual da Educação. Tanto o Meireles como a Socorro ajudaram o jornal Inovação em sua luta quixotesca por um mundo mais justo e mais fraterno. Numa das vezes em que a Luíza me fotografava, um amigo atravessou-se na frente da mira para me cumprimentar. Este fato me fez lembrar das lendas dos caçadores, muitos deles versados em mistificações hiperbólicas, que muitas vezes, quando estão concentrados na pontaria, são atrapalhados por alguma circunstância fortuita ou por alguma assombração protetora dos animais. Encontrei na solenidade o teatrólogo e intelectual Tarciso Prado, quase totalmente recuperado de um grande susto que levou, quando um infarto lhe pregou uma peça – sem trocadilho dramatúrgico nenhum – da qual saiu ileso. Quando cheguei, conversava ele com o arquiteto Olavo Pereira, cujo livro sobre arquitetura piauiense o Tarciso considera como um dos melhores no gênero. Olavo é parente de vários amigos meus e do saudoso Francisco Pereira da Silva, natural de Campo Maior, um dos maiores teatrólogos do Brasil, cuja obra completa foi recentemente editada pela FUNARTE, órgão do Ministério da Cultura. Há cinco anos existe uma lei estadual prevendo a criação de um memorial em homenagem ao Chico, mas, por mistérios insondáveis, que nem uma sibila seria capaz de explicar, não construído até hoje.

3 comentários:

  1. Obrigada a você pela referência e pela boa desculpa de caçador, mas como lhe falei, você merece um retrato melhor que estes que tirei.

    Vou encaminhar o "link" para este "Diário Incontínuo", de 4 de maio, para a Socorro e o Meireles. Abraços,

    Luiza Meireles

    ResponderExcluir
  2. Cara Luíza Amália,
    Não foi desculpa, mas apenas a verdade. Quanto a eu merecer um retrato melhor, só se for com a "mãozinha" de fotoshop, caso em que a fotografia fica melhor e/ou maior que o modelo.

    ResponderExcluir
  3. Caríssimo Elmar Carvalho,
    Parabéns pelo blog e pela disciplina em alimentá-lo e em conseqüência a todos nós! – Já sou seguidora! No ano passado tive o prazer em conhecer o livro “Carnaúba, Pedra e Barro na Capitania de São José do Piauhy” dividido em três volumes: Estabelecimentos Rurais; Arquitetura Urbana e Urbanismo, do arquiteto Olavo Pereira e não pensei duas vezes em levá-lo pra casa.
    A introdução da obra é reveladora do que nos espera: “A identidade coletiva é feita de memória, e a memória se nutre de referências, Por exemplo: a moradia, a construção. A arquitetura, a forma das cidades. O material empregado para que se erguessem paredes, as casas, as igrejas, os prédios públicos - tudo isso integra o patrimônio da memória de todos nós. São pontos de referência. São pistas para que se saiba da vida que foi.”
    Muito bom, recomendo!

    ResponderExcluir